segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Campus Catu lança proposta para Curso de Extensão de Desenvolvimento de Jogos para Celular

O Instituto Federal Baiano, Campus Catu, promove o curso de extensão em Desenvolvimento de Jogos para Celular.
 
O objetivo do curso é capacitar o aluno e profissionais a desenvolver jogos para dispositivos móveis utilizando a plataforma Java Micro Edition (J2ME). O curso terá carga horária de 30 horas e será realizado entre os meses de agosto e setembro de 2010 (19/08, 20/08, 02/09, 03/09, 09/09, 10/09, 16/09, 17/09, 30/09 e 01/10), no seguinte horário das 14:00 às 17:20.
 
Ao cumprir todas as exigências do curso o aluno receberá um certificado emitido pelo IF Baiano.
 
Vagas limitadas.
 
Curso gratuito.
 
Pré-requisitos para o curso: lógica de programação e noções de Java.
 

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Ciclo de Palestras

04/08/10 – 18h30 – 21h00
Tema: Gamenyx
Palestrante: Felipe Almeida e Diego Barros – Diretores
Local: Auditório do DCET – Departamento de Ciências Exatas e da Terra – Campus I – UNEB - Cabula

25/08/10 – 18h30 – 21h00
Tema: Dramaturgia no desenvolvimento de video games
Palestrante: Victor Cayres - Pesquisador
Local: Auditório Jurandir Oliveira – Departamento de Educação – Campus I – UNEB

22/09/10 – 18h30 – 21h00
Tema: MDS
Palestrante: Silvio Sousa
Local: Auditório Jurandir Oliveira – Departamento de Educação – Campus I – UNEB

13/10/10 – 18h30 – 21h00
Tema: Robótica e games
Palestrante: Marco Simões - UNEB
Local: Auditório Jurandir Oliveira – Departamento de Educação – Campus I – UNEB

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Professor está Sempre Errado (Jô Soares)

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
 
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
 
Não tem automóvel, é um pobre coitado!
Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.

Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
 
Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Precisa faltar, é um 'turista'.

Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Não conversa, é um desligado.
 
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
 
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.

A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
 
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
 
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.

Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
 
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu 'mole'.
 
É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Computador decifra língua extinta (5/7/2010)

Agência FAPESP – No livro Lost Languages, de 2002, o então editor do suplemento de educação superior do jornal inglês The Times, Andrew Robinson, afirmou que o trabalho arqueológico de decifrar línguas extintas exige uma mistura de lógica e intuição que os computadores são incapazes de possuir. 
 
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, tentam mostrar que Robinson estava errado. 

Em estudo que será apresentado esta semana na reunião anual da Associação para Linguística Computacional, em Uppsala, na Suécia, o grupo apresentará um novo programa de computador que foi capaz de decifrar grande parte do extinto idioma ugarítico, descoberto a partir de escritos encontrados na cidade perdida de Ugarit, na Síria, cujas ruínas foram encontradas em 1928. 

O ugarítico era uma língua semítica escrita em alfabeto cuneiforme com 27 consoantes e três vogais. Os escritos encontrados foram importantes para estudiosos do Velho Testamento, por auxiliar a clarificar textos hebraicos e revelar como o judaísmo utilizava frases comuns, expressões literárias e frases empregadas pelas culturas gentis que o cercavam. 

O sistema, além de ajudar a decifrar línguas antigas que continuam a resistir aos esforços de especialistas, poderá expandir o número de idiomas que sistemas automatizados de tradução, como o Google Tradutor, são capazes de manejar. 

Para simular a intuição que falta aos computadores, Regina Barzilay, do Laboratório de Inteligência Artificial e Ciência da Computação do MIT, e colegas fizeram várias proposições. A primeira é que a língua a ser decifrada pelo computador estaria próxima de outra. Para isso, foi escolhido o hebraico. 

Outra asserção é que haveria um modo sistemático de mapear o alfabeto de uma língua com relação ao alfabeto de outra, e que os símbolos relacionados deveriam ocorrer com frequências semelhantes nas duas línguas. 

O sistema também fez asserções no nível semântico, no sentido de que as línguas relacionadas teriam pelo menos alguns cognatos, isto é, palavras com raízes em comum. 

Por meio de um modelo probabilístico usado em pesquisas em inteligência artificial, os pesquisadores determinaram nos mapeamentos os radicais semelhantes e conjuntos de sufixos e prefixos consistentes, entre outras relações entre as palavras das duas línguas. 

O ugarítico já havia sido decifrado. Se não tivesse sido, os autores do estudo não teriam como avaliar a performance do sistema que desenvolveram. 

“O sistema repetiu as análises dos dados resultantes centenas de vezes. E, a cada vez, os acertos eram mais frequentes, pois estávamos chegando mais perto de uma solução consistente. Finalmente, chegamos a um ponto no qual a alteração do mapeamento das similaridades não aumentava mais a consistência dos resultados”, disse outro autor do estudo, Ben Snyder, também do MIT. 

Das 30 letras do alfabeto extinto, o sistema foi capaz de mapear corretamente 29 com seus correspondentes em hebraico. Cerca de um terço das palavras em ugarítico tem cognato em hebraico e, desse total, o sistema identificou corretamente 60%. 

“Das palavras identificadas incorretamente, na maior parte das vezes o erro foi por apenas uma palavra. Ou seja, o sistema deu palpites bem razoáveis”, disse Snyder. 

Apesar dos índices de acerto, os pesquisadores destacam que o sistema não é suficientemente bem resolvido para substituir os tradutores humanos. Mas, segundo eles, é uma ferramenta poderosa cujo desenvolvimento poderá ajudar no processo de decifrar línguas desconhecidas e de traduzir outras existentes mais eficientemente. 

O artigo A Statistical Model for Lost Language Decipherment, de Regina Barzilay e outros, pode ser lido em people.csail.mit.edu/bsnyder/papers/bsnyder_acl2010.pdf.

O Google vai invadir sua TV!

Teleco, 05.JUL.2010

"Como vai proibir quando o galo insistir em cantar?", Apesar de você  e  Música no You Tube, Chico Buarque

Em recentes pesquisas (ver Cisco Visual Networking Index: Forecast and Methodology, 2009-2014, Cisco, 02.jun.2010  e  Vídeo puxa demanda por aumento de capacidade das redes, Telesíntese, 18.mai.2010), o mercado tem sinalizado fortemente que o crescimento da utilização de vídeos na Internet será brutal na próxima década.

No último programa Fantástico da Rede Globo de 04.jul.2010, tivemos uma comprovação interessante do sucesso do vídeo na Internet. Um jovem brasileiro de “vinte e poucos anos”  chamado “Mystery Guitar Man” (com nome de Joe Penna) tem feito um estrondoso sucesso na Internet produzindo vídeos musicais engraçados (entre eles alguns bobos) a partir de um estúdio em Los Angeles nos EUA e, espalhado-os pelo mundo através da Internet. Em pouco tempo  de sua atividade, os vídeos do “garotão” já foram vistos por mais de 73 milhões de usuários (sic!). Joe Penna foi recentemente escolhido como uma das revelações do ano em direção pelos organizadores do festival publicitário de Cannes, um dos mais importantes do mundo (ver Brasileiro vive de vídeos musicais publicados na Internet, Site do Fantástico da TV Globo).

Por que o vídeo (pago ou grátis) será um grande sucesso na Internet? Primeiro por que ele serve para o entretenimento das pessoas (done!). Segundo por que ele pode ser produzido/disponibilizado em qualquer lugar e, também, consumido em qualquer lugar e, a qualquer tempo. Essa dimensão global do entretenimento é arrasadora! Essa é a base do sucesso do “Mystery Guitar Man” como vimos acima!.

Um outro movimento que está começando a tomar muita força é o de trazer este gigantesco conteúdo de vídeo disponível na Internet para a TV convencional na “sala de estar” da nossa residência. Uma empresa de faturamente anual de 27 BUS$ (e bastante lucrativa) chamada Google resolveu entrar neste negócio através de parceiros diferenciados como a Sony, Intel, Logitech, Adobe e Best Buy (varejo). O que o Google quer nesse novo nicho? Apenas “beliscar” um pedacinho – pelo menos – de um negócio de 70 BUS$ por ano de publicidade na TV.

No Brasil, mesmo diante dessa realidade mundial, vários “agentes” envolvidos na elaboração da nossa nova legislação do audiovisual projeto PLC  116/2010 (antigo PL 29/2007) parecem estarcompletamente  alheios a esta realidade mundial, senão vejamos:









Pois é, tá difícil chegar a um consenso sobre este projeto de audiovisual no Brasil. Como dizem no adágio popular: Esta estória está virando um grande lenga-lenga! Parece até que eles (os agentes) acreditam vão conseguir controlar a produção de vídeo na Internet e a sua conseqüente migração para a TV convencional . Quem viver verá!

Uma pergunta que não quer calar: Será que o Google que estar em todos os tipos de mídias eletrônicas? (ver Google: King of all Media?, Dailywireless, 22.jun2010).

Veja mais sobre o que o Google pretende (e como) no mercado de TV convencional aqui nessa matéria inédita no Teleco:

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Ver outras matérias do mesmo autor aqui no Teleco:

E no Convergência Digital:


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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Convergência Digital: O Tablet vai revolucionar a mídia impressa? (Eduardo Prado)

O dispositivo Tablet está revolucionando a mídia em geral! (ver O que você vai ler quando crescer?, Convergência Digital, 16.nov.2010).

Este movimento começou “de mansinho” com o o Kindle da Amazon Books e, com o lançamento com sabor de “menina-nova-na-área” do iPad da Apple, está transformando-se em uma verdadeira coqueluche no/de mercado (ver iPad Sales Accelerate To Three Million, MoCo News, 22.jun.2010).

Vários editores de jornais e revistas pelo mundo afora  têm manifestado-se sobre o novo fenômeno na mídia impressa e na mídia em geral (ver Wired's Chris Anderson Makes Big Bet on the iPad, Yahoo Finance, 15. jun.2010).

Vários jornais e revistas têm adotado o iPad da Apple como uma forma alternativa no “delivery” do seu conteúdo, entre eles: Wired Magazine, The Wall Street Journal, The New York Times, Financial Times, Times Magazine, entre outros.

No Brasil, a Folha e o Estado de São Paulo saíram na frente e também adotaram o iPad da Apple. O novo “menino-prodígio” do jornalismo esportivo da TV Globo – o Tiago Leifert – está usando direto o iPad da Apple nos programas da Copa do Mundo de 2010 da África do Sul da referida emissora (ver Referências do Google).

E vai aqui uma pergunta que não quer calar: E você quando terá este novo “objeto-de-desejo” da nova mídia hein?

Venha conhecer mais sobre essa revolução aqui em matéria inédita no Convergência Digital:

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Ver outras matérias do mesmo autor aqui no Convergência Digital:

E no Teleco

Twitter:

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Serpro muda lei e toma mercado de TI governamental


:: Luiz Queiroz
:: Convergência Digital
:: 08/06/2010
 
Se as empresas privadas do setor de Informática e Telecomunicações achavam que tinham motivos para reclamar da presença do Serpro no mercado governamental, agora, certamente terão muito mais do que se queixar. Por meio da Medida Provisória 472/2009, já aprovada sem nenhuma discussão ou alarde pelo Congresso Nacional, o Serpro conseguiu dar um "golpe" no mercado: Tornar-se a prestadora exclusiva desses serviços aos órgãos da Administração Federal.
A mudança chegou a ser festejada no último dia 5 de maio pelo presidente do Serpro, Marcos Mazoni, no Twitter: "Aprovado ontem no Senado, medida provisória que muda a forma de contratação do Serpro pelo Ministério da Fazenda e Ministério do Planejamento. Ótima noticia", disse o executivo.
A principal manobra do Serpro na MP 472/2009 foi a alteração do artigo 2º da lei que criou a empresa em 1964 ( nº 4.516 - posteriormente alterada no capital social pela Lei 5.615/70). Na antiga legislação, o Serpro nascia como órgão vinculado ao Ministério da Fazenda (artigo 1º), com a missão de prestar serviços exclusivos de informática. Mas já abria uma brecha para prestar serviços para outros órgãos federais (também no artigo 2º).
Não havia menção alguma para a possibilidade de a empresa ser contratada por meio da dispensa de licitação, benefício que o Serpro somente ganhou a partir de 1993, com a aprovação da Lei 8.666 - também conhecida como "Lei das Licitações". O texto da MP tormou essa questão mais clara: O Serpro pode ser contratado por meio da dispensa de licitação, sempre que o governo necessitar de algum grande serviço.
 

Fim das terceirizações
Entrando mais a fundo nas entrelinhas dessas mudanças preconizadas pela MP 472/09, ficou clara a intenção do governo de acabar com as terceirizações no setor de informática, pelo menos naquilo que for considerado como área "estratégica" de governo.
Essa intenção, entretanto, mistura-se com uma antiga vontade do Tribunal de Contas da União, que há anos cobra do Ministério do Planejamento, a contratação de pessoal para a área de TI, de forma a retirar as empresas privadas de setores que processam informações sigilosas e demandam maior segurança na guarda dessas informações.
Com a sanção presidencial da MP 472/09, que deverá ocorrer nesta semana, o Serpro assegura em definitivo - também no artigo 2º da Lei 4.516/64 (mesma redação na Lei nº Lei 5.615/70) - poderes para tornar-se a única empresa de processamento de dados a executar os serviços ao governo, quando estes forem considerados como "estratégicos".
Foram criados quatro parágrafos no artigo 2º da antiga legislação, pela MP 472/09. O primeiro, estabelece que os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, em portarias distintas, definirão qual ou quais os serviços que são considerados "estratégicos" para o governo. Dependendo do que vir, o mercado perderá espaço para a empresa estatal.
 

Ação predatória
Na prática isso significa também que o Serpro poderá, se desejar, tomar todos os contratos governamentais em vigor hoje, que estejam sendo executados por empresas terceirizadas de TI. Basta apenas que o contrato em questão esteja em conflito com as portarias ministeriais que definiram tal serviço como sendo "estratégico".
O único problema está no parágrafo segundo que, por hora, impossibilitaria o Serpro de executar essa intenção, devido ao grande volume de demanda de serviços que encontraria do dia para a noite. Ele determina que a empresa estatal não poderá subcontratar "outras empresas" para fazer os serviços (leia-se quarterizar os serviços para empresas privadas). Isso, porém, somente os organismos de controle federais teriam capacidade de fiscalizar a estatal e ficar em cima de eventuais deslizes.
O terceiro e quarto parágrafos são inócuos para quem conhece a atuação do Serpro no mercado de serviços de Informática. Eles asseguram que aqueles que não forem considerados como "estratégicos" pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, "seguirão as normas gerais de licitações e contratos". Neste caso fica a pergunta: Alguma vez alguém já assistiu o Serpro disputar uma licitação?